O Lixo



Qual o problema do lixo?
Todos temos ouvido falar muito que o lixo é um problema. Mas ao cidadão comum parece o problema do lixo só existe quando há interrupção na coleta do lixo e os lixeiros deixam de passar na sua porta. É de arrepiar, não é verdade? Sacos e sacos amontoando-se nas calçadas, exalando mau cheiro, atraindo insetos e outros animais. Em resumo: poluindo e sujando a porta da sua casa.
O que é preciso entender é que, mesmo quando o lixo é recolhido pelos lixeiros, ele não desaparece, apenas é levado para outro lugar. E é preciso muito cuidado para que ele não cause os problemas que estava causando na porta de sua casa em outro lugar. Afinal, a cidade também é nossa casa, assim como o país, o continente e ... o Planeta.
O lixo é responsável por um dos mais graves problemas ambientais de nosso tempo. Seu volume é excessivo e vem aumentando progressivamente, principalmente nos grandes centros urbanos, atingindo quantidades impressionantes, como os 14 milhões de quilos coletados diariamente na Cidade de São Paulo. Além disso, os locais para disposição de todo esse material estão se esgotando rapidamente, exigindo iniciativas urgentes para a redução da quantidade enviada para os aterros sanitários, aterros clandestinos ou lixões. O lixo, como os demais problemas ambientais, tornou-se uma questão que excede à capacidade dos órgãos governamentais e necessita da participação da sociedade para sua solução.
Uma das possibilidades para reduzir o problema do lixo é a implantação da coleta seletiva de lixo - que consiste na segregação de tudo o que pode ser reaproveitado, como papéis, latas, vidro, plástico, entre outros - enviando-se esse material para reciclagem. A implantação de programas de coleta seletiva de lixo não só contribui para a redução da poluição causada pelo lixo, como também proporciona economia de recursos naturais - como matérias-primas, água e energia - e, em alguns casos, pode representar a obtenção de recursos, advindos da comercialização do material.
Apesar do crescente número de municípios em que a coleta seletiva de lixo é implantada - uma vez que toda a coleta de lixo é atribuição dos governos municipais - verifica-se também um grande número de programas desenvolvidos por iniciativa da sociedade civil, em escolas, empresas, condomínios, etc., que apresentam maior chance de continuidade, pois não estão vinculados a mudanças e interesses políticos.
O lixo mudou muito...
Até a metade do século 20 o lixo não significava um problema. A maior parte dele era formada por materiais orgânicos, como restos de frutas e verduras, assim como de animais, e tudo isso é degradável pela ação da natureza. O lixo era menor e facilmente transformado pelo próprio Meio Ambiente em nutrientes para o solo.
Muitas pessoas tinham o hábito de ter em suas casas uma horta ou uma criação de galinhas e outros animais domésticos, a quem elas davam seus restos de comida. O que restava era enterrado, retornando ao solo. Portanto, tudo ia muito bem. O pouco que sobrava era recolhido e a natureza fazia sua parte. Entretanto, com o passar dos anos, o modo de vida dos habitantes do planeta foi mudando. A maioria mudou-se das áreas rurais para as cidades. As cidades foram crescendo, reduzindo o espaço de moradia e o tempo disponível dos cidadãos. O resultado é que passou a fazer parte da vida cotidiana a compra de alimentos e outros produtos embalados, prontos para o consumo. Parecia que era a solução perfeita.Chegaram os supermercados, as comidas prontas, o leite longa vida, os vegetais já lavados.... ótimo!
Mas tudo isso passou a significar também montanhas e montanhas de embalagens, sacos plásticos, caixas, isopor, sacolas, sacolinhas, latas disso e daquilo.... E o que é pior: são materiais que a natureza custa muito - quando consegue! - degradar e incorporar novamente ao ciclo da vida.
Felizmente, grande parte desses materiais pode ser reaproveitada ou reciclada, evitando o acúmulo de lixo no solo de nossas cidades e reduzindo o desperdício de recursos naturais.
Mas esse movimento está apenas começando. É necessária a colaboração de todos para que esse problema seja amenizado.

Estudo analisa impacto de séculos de uso do solo pelo homem


Em um artigo publicado na Global Change Biology, os cientistas da Universidade de New Hampshire George Hurtt, Steve Frolking, e co-autores mostram que as atividades de uso do solo durante os últimos 300 anos alteraram substancialmente a superfície terrestre, de maneiras que provavelmente tiveram profundos efeitos no planeta. As mudanças do uso do solo afetaram entre 42% e 68% da superfície terrestre, de acordo com o estudo, que utilizou registros históricos, dados de satélites, e simulações de computador para fazer 216 diferentes reconstruções de uso do solo global e obter o mais abrangente quadro atualizado.
“Essa é a primeira descrição da história do uso do solo global que é projetada especificamente para permitir que os modelos teóricos da influência do carbono no clima avaliem os impactos do uso do solo nas fontes e coletores de carbono e clima do passado e atuais”, disse Hurtt, professor assistente de recursos naturais no Instituto da UNH para o Estudo da Terra, Oceanos e Espaço (EOS).
De acordo com Hurtt, esses dados do uso global do solo vão permitir que a próxima geração de modelos teóricos da influência do carbono no clima, conhecidos como modelos do sistema da Terra, inclua as mais avançadas representações das práticas de uso do solo até agora, incluindo as primeiras estimativas mapeadas dos efeitos da agricultura migratória, desflorestamento e terras de recuperação secundária.
“As atividades de uso do solo são conhecidas por ter acrescentado grandes quantidades de dióxido de carbono na atmosfera, alterado a reflexão de luz pela superfície e levado à alteração e destruição do hábitat”, disse Hurtt. “Um dos principais desafios para os cientistas agora é entender os efeitos combinados dessas atividades na dinâmica do sistema carbono-clima. Esse estudo fornece uma base para essas avaliações”.
O histórico do uso do solo é essencial para entender a dinâmica do sistema carbono-clima, não apenas por razões técnicas mas também por razões de política. Um dos grandes debates na hora de formular novas políticas é em que extensão os coletores de carbono nos ecossistemas seriam capazes de compensar as emissões de carbono. “É importante saber se um coletor de carbono em um ecossistema, hoje, é simplesmente o resultado de uma recuperação sobre uma redução no passado, ou uma alternativa armazenagem de carbono a longo prazo” explicou Hurtt.
Além disso, segundo ele, sem essa análise histórica das atividades de uso do solo, mesmo os modelos mais sofisticados seriam inexatos. “Mesmo que você não ligasse para o passado e quisesse se concentrar nas mudanças ambientais futuras, você primeiro teria que ´inicializar´ seu modelo para o estado atual do planeta. Já que o estado atual tem sido alterado por um histórico de atividades de uso do solo ao redor de quase todo o planeta, o conhecimento histórico das atividades aumenta o conhecimento das condições atuais”, afirmou Hurtt. (Estadão Online)

Poluição por substâncias não biodegradáveis

                                             Rio Tietê em Bom Jesus da Pirapora - SP

As industrias e usinas vêem lançando, nas baías e nos rios, um grande número de produtos tóxicos, como metais pesados, pesticidas (usados na agricultura), detergentes, petróleo etc. Estes produtos não biodegradáveis, isto é, não podem ser decompostos pelos organismos, ou então são lentamente decompostos. Por isso acumula-se nos corpos dos seres vivos, causando doenças aos organismos, que vivem na água, destruindo as formas de vida aquática e passando, através da cadeia alimentar, para o próprio homem.

Os detergentes não biodegradáveis, por exemplo, diminuem a capacidade de oxigenação da água e envenenam várias formas de vida aquática. Além disso, podem infiltrar-se no solo e contaminar as águas subterrâneas que o homem utiliza para beber, para preparar alimentos etc. Neste caso, os detergentes acabam por atingir diretamente o homem, destruindo sua flora intestinal e causando outros problemas ao seu organismo. Este foi o motivo pelo qual a fabricação de detergentes não biodegradáveis foi proibida no Brasil e em outras partes do mundo. Convém lembrar, que um excesso de detergentes biodegradável também causa problemas; além da eutrofização, eles são tóxicos para os peixes, podendo destruir também bactérias responsáveis pela decomposição de material orgânico.

Metais pesados como o chumbo, mercúrio, etc, também são muito perigosos. Um trágico episódio ocorreu no Japão em 1953, quando uma indústria lançou na baía de Minamata resíduos de mercúrio, usados com catalizador. Os peixes e moluscos foram contaminados e o mercúrio passou para a população que se alimentava desses animais, depositando-se principalmente no sistema nervoso das pessoas. Cerca de 120 indivíduos foram acometidos de paralisias, distúrbios visuais e lesões cerebrais e quatro, vieram a falecer.

Também na zona rural pode ocorrer contaminação de rios, quando são lançados dejetos animais, como estrume e esterco, que produzem GÁS SULFÍDRICO (H2S) e AMÔNIA (NH3) muito tóxica para a vida aquática.

Finalmente, calcula-se que cerca de 4 milhões de toneladas de petróleo sejam lançados anualmente nos oceanos, devido principalmente a acidentes com petroleiros e oleodutos, bem como as lavagens de seus tanques e a exploração de poços marítimos de combustível. O petróleo forma uma fina camada na superfície da água, impedindo a troca de gases necessários à fotossíntese e à respiração dos seres vivos.

Mensagem do Meio Ambiente

 

Não podemos ter paz, não podemos ter sustentabilidade – se não tivermos PAZ INTERIOR E SERENIDADE para isso. Por quê? Não observamos mais a cor do céu em uma tarde de Outono; o nascer do sol durante o verão, as gotas de orvalho nas folhas - pequenos prismas refletindo o sol! Não caminhamos mais descalços na terra para absorvermos a energia sutil da natureza que nos é dada de graça... Garoa no rosto! O cantar dos pássaros urbanos, por que não? Eles ainda existem, ou melhor, ainda RESITEM... Esquecemos-nos de observar e principalmente de “sentir” os detalhes que estão e, estarão sempre acontecendo ao nosso redor. Não temos mais “tempo” para isso... Perdemos o contacto com o sutil, com a natureza... Perdemos-nos dela e por conta disso – perdemos o contato com nós mesmos! Estamos cada vez mais sós, mais isolados... Sem brilho, sem energia e, sem “luz”. Perdemos o contato com nossos ancestrais, com nossa ancestralidade, com nossa essência e com a nossa origem. Perdemos-nos da vida... Para vida e, para O VIVER. Sem futuro! Sem “um futuro” nos escondemos com Internet, MSN, telefone celular, e-mails, etc., etc. O excesso de informação – desinforma! Perdemos o contato humano... Perdemos o gosto do abraço. O olhar nos olhos, o toque, o cheiro. Não mais agradecemos... Não mais pedimos perdão. Não mais conquistamos! Sem agradecimentos, sem conquistas, sem pedidos de perdão, sem objetivos, o VAZIO. FRUSTAÇÃO & FUGAS.
Brincamos de gente grande, mas somos crianças presas em um cercadinho, encolhidas, escondidas e no fundo, com muito medo! Vivemos em nome da evolução e do crescimento (?) e, em nome de um materialismo absoluto, onde o que importa é: O QUE EU TENHO O QUE VOCÊ TEM, E, O QUE EU GANHO COM ISSO! Em nome do futuro, perdemos nossa localização “pessoal” tanto no tempo, como no espaço. Somos como, pequenos pacotes de água e energia eletrônica – travestida de seres inteligentes... Acabando e destruindo o planeta, degradando a camada de ozônio, aumentando o efeito estufa com queimadas e desmatamentos, poluição de todos os tipos (imagináveis ou não) – tudo em nome do progresso, da evolução! EM NOME DA EVOLUÇÃO! Até que ponto tudo isso é verdadeiro? Se é que existe ALGUMA VERDADE em tudo isso, ou se existe VERDADE ABSOLUTA! Será que da maneira que estamos conduzindo tudo isso, manteremos nossa “semente cósmica” viva? E, se sim - por quantas mais gerações? Teremos um endereço – no futuro – para entregarmos nossa semente? Quem sabe: um LAR! Ou “lar”, é só um aspecto momentâneo, emocional e passageiro? Ou seremos encomendas celestiais, mas sem um endereço de entrega definido? Continuamos com nossa jornada de destruição pelo planeta.
Vivemos o hoje, o agora. Não pensamos sequer no amanhã! Não precisamos ir muito longe! Pode ser no próximo ano, ou no seguinte! Não estamos pensando de uma maneira natural e grandiosa, verdadeira... Se, estivermos realmente pensando - estamos pensando de uma maneira mínima, egoísta e individualista. Não estamos pensando em nossos filhos, nos nossos netos - da mesma maneira que nossos ancestrais pensavam em nós. Não herdamos deles, um mundo sem LUZ, sem água, sem mata, sem vida. Perdemos a referência da ordem natural das coisas da natureza. Ainda que alguns poucos de nós busquemos LUZ - a maioria ainda esta envolvida pela escuridão... Está na hora de parar. Está na hora de refletir, e, principalmente está na hora de Recomeçar.

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